23 de outubro de 2012

Aparecida de Goiânia: maior polo industrial de Goiás



Com base em dados extraoficiais (ainda não divulgados), o prefeito eleito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, mencionou que o município de Anápolis foi superado pela cidade em relação à curva de crescimento.

Porém, dados da Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento (Segplan), do ano de 2009, indicaram que os dez principais municípios goianos, em termos de PIB, foram: Goiânia (25%), Anápolis (9,5%), Aparecida de Goiânia (5,4%), Rio Verde (5,0%), Catalão (4,3%), Senador Canedo (3,1%), Itumbiara (2,5%), Luziânia (2,4%), Jataí (2,3%) e São Simão (1,5%).

Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Indústria e Comércio (SIC), um dos principais fatores que impulsionaram o crescimento econômico de Goiás foi a indústria farmacêutica, instalada no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), que está entre os maiores centros de produção do País e o mais importante do Estado.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Anápolis, Mozart Machado, seu município tem o segundo maior polo farmacêutico do País e, por isso, foi considerado uma das 20 melhores cidades brasileiras para receber investimentos. Dentre os três grandes setores da economia de Anápolis, o setor de serviços é o de maior peso, com 51,2%, seguido do de indústria, com 47,9%, conforme dados da Segplan-GO de 2011.

Em Aparecida de Goiânia, o secretário municipal de Indústria e Comércio, Ricardo Rabahi, afirma que nos últimos quatro anos a cidade metropolitana praticamente dobrou o seu próprio PIB, que, em 2008, era de R$ 3,8 bilhões. Atualmente, pode ter superado os R$ 7,5 bilhões. A maior parte desse montante é representado pela economia urbana (comércio varejista, atacadista, indústria) que corresponde a 75,2% do PIB total do município.

Segundo o Instituto Mackinsey, Aparecida de Goiânia foi considerada a 4ª cidade metropolitana brasileira com o maior poder de crescimento de consumo até 2020.

DISTRITOS

De acordo com dados atualizados em outubro deste ano pela Companhia de Distritos Industriais (Goiás Industrial), o Daia de Anápolis possui 156 empresas, instaladas numa área de 9,5 milhões de m, onde são gerados cerca de 16.650 empregos diretos.

Já o Distrito Agroindustrial de Aparecida de Goiânia (Daiag) possui 24 empresas, instaladas numa área de 1,1 milhão de m. No Daiag, são gerados 1.850 empregos diretos.

Mas em Aparecida de Goiânia existem outros quatro centros industriais privados e municipais, que são o Polo de Reciclagem, o Polo Empresarial de Goiás, o Parque Industrial e o Distrito Agroindustrial de Aparecida de Goiânia. Se somados aos números do Daiag, os cinco polos industriais de Aparecida em atividade adquirem outro patamar.

Para acomodar mais de 370 empresas, a área dos distritos totalizam 9,6 milhões de m, equivalente a 200 alqueires goianos. Além destes, há a Cidade Empresarial, com 304 empresas instaladas. "Para unirmos tantos empreendimentos, a Prefeitura de Aparecida de Goiânia fortaleceu a credibilidade perante o empresariado, firmando parcerias capazes de garantir condições necessárias para o funcionamento das áreas industriais", enfatiza Ricardo Rabahi.

INVESTIMENTOS E RECURSOS

Está previsto para Anápolis receber do Estado R$ 70 milhões para construção do maior centro de convenções de Goiás. Além disso, uma parceria entre a iniciativa privada e os três poderes executivos públicos (municipal, estadual e federal) reservou 5,8 milhões de m para a construção do Polo Tecnológico de Anápolis, ao lado do Daia. O Polo Tecnológico vai concentrar empresas de desenvolvimento e inovação tecnológica de alimentos, informática e farmoquímica, além de serviços.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Anápolis, Mozart Machado, em um trabalho conjunto entre a Secretaria Municipal de Gestão e Planejamento, Anápolis vai receber, aproximadamente, 2,42 milhões de m para a expansão do Daia, dos quais dez alqueires estão destinados para micro e pequenas empresas.

Além disso, ainda conta com investimentos para a Plataforma Multimodal do Aeroporto para captação própria, escolhendo o modelo de gestão existente em Paris, na França.

O secretário Mozart Machado afirma que, nos últimos quatro anos, Anápolis conseguiu manter 80% dos seus bairros asfaltados. "A projeção é que até 2013, toda a cidade esteja asfaltada. Além disso, a prefeitura adaptou um antigo depósito de pneus e entulhos para virar um centro social capacitado para oferecer cursos profissionalizantes."

Em Aparecida de Goiânia, está em fase de projeto a expansão do Daiag, para o qual serão concedidos cerca de 1,94 mil m. E ainda, com o apoio da iniciativa privada, estão em fase de implantação o Polo da Micro e Pequena Empresa, o Parque Tecnológico e o Polo de Logística.

Desde 2010, a Prefeitura de Aparecida procura investir em pavimentação, principalmente, próximo às indústrias responsáveis por distribuição e descarregamento. "Há dois anos, tivemos graves problemas com atolamento de caminhões de carga. A prefeitura era requisitada com muita frequência para retirar veículos de buracos", lembra Ricardo Rabahi.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Indústria e Comércio do Estado de Goiás (SIC), conforme arrecadação de cada município, o coíndice (valor de repasse do governo estadual) até setembro de 2012 em Aparecida foi de R$ 45 milhões, enquanto para Anápolis o valor chegou a R$ 112 milhões.

CONCLUSÃO

Mozart Marchado afirma que Anápolis ainda não foi superada por Aparecida em nenhum aspecto, a não ser em número de habitantes, devido à grande explosão de loteamento na região metropolitana. "Esperamos que Aparecida de Goiânia alcance nossos índices, mas por enquanto, estamos na frente", expõe o secretário de Anápolis.

Já o secretário de Aparecida de Goiânia afirma que o município demonstra grande capacidade de expansão. "Temos dados que mostram que estamos crescendo de forma expressiva. Estaríamos melhores se tivéssemos mais apoio do governo estadual", defende Ricardo Rabahi.

Fonte: Mais Goiás