16 de junho de 2011

Dez fotossensores, 5.753 multas


Galtiery Rodrigues

De janeiro a abril deste ano, os 10 fotossensores no perímetro urbano de Goiânia, geridos pela Agência Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (AMT), registraram 5.753 multas. Isso porque hoje eles fiscalizam somente as infrações relacionadas ao semáforo. Ou seja, todas estas são de veículos que obstruíram o sinal vermelho. Juntas equivalem a uma média diária de 47,94 autuações, e mais de um quarto delas (29,8%) foram flagradas em uma única via, nos dois equipamentos instalados na Avenida Vereador José Monteiro, no Setor Negrão de Lima. O primeiro colocado do ranking contou 923 negligências dos motoristas e fica em frente à Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). O segundo está localizado no cruzamento com a Rua Maria Alice e somou, em 120 dias, 791 irregularidades.

Os números são expressivos e sinalizam para o preocupante comportamento do condutor que, mesmo sob a ameaça do registro fotográfico, demonstra-se destemido e infringe a lei. O presidente da AMT, Miguel Tiago, não encontra outra explicação para o fato que não seja “a falta de consciência e o desrespeito à legislação”. No caso da Avenida do Negrão de Lima, ele é doutor de causa. Mora nas redondezas, passa pelo local até quatro vezes por dia e reconhece o movimento constante, com fluxo intenso e horários críticos definidos.

Os pedestres e residentes dos prédios próximos reconhecem o quadro crítico. Os que andam a pé assinalam diversos fatores, entre eles a falta de respeito por parte dos colegas motoristas. O estudante de Direito, Rodolfo Gustavo, 18, passou por um susto no último domingo. Era início da tarde, quando resolveu atravessar a faixa. O sinal estava vermelho e o jovem foi surpreendido pela passagem acelerada de um Celta branco, que ficou a poucos centímetros de atingi-lo. “Nos finais de semana, as infrações também são constantes. Acredito que ao notarem o movimento menor em relação aos demais dias, os motoristas se arriscam a correr e ultrapassar os semáforos”, argumenta.

O Negrão de Lima passa por transformação. Diversos prédios estão sendo construídos e o bairro se tornou, nos últimos anos, em endereço atrativo para novos moradores. Tal fato, conforme o policial civil Anderson Luiz, tem contribuído para a elevação do movimento. Fora isso, a proximidade com a Universidade Federal de Goiás (UFG), ficando no meio do Setor Universitário e o Campus Samambaia tem levado muitos estudantes para o local.

Fonte: Jornaa o Hoje