26 de abril de 2010

Motoristas do transporte coletivo entram em greve


Motoristas do transporte coletivo entraram em greve na manhã desta segunda-feira. A paralisação pegou usuários de surpresa e houve confusão no Terminal Veiga Jardim, no Bairro Veiga Jardim, em Aparecida de Goiânia. De acordo com primeiras informações da reportagem CBN, pelo menos sete ônibus foram depredados e janelas da administração do terminal foram quebradas. Ainda não há informações do número de motoristas que aderiram à greve.

Fonte: Goiásnet

Greve do transporte coletivo para a capital

Reportagem de Rafael Martins

Goiânia amanheceu sem ônibus na manhã desta segunda-feira. Os motoristas do transporte coletivo entraram em greve e a paralisação pegou passageiros de surpresa no Terminal Praça da Bíblia, um dos principais da cidade. "Não sei o que está acontecendo. Cheguei aqui 6:45 e não tinha ônibus. O pessoal que estava aqui me disse que os coletivos estavam de greve", diz a vendedora Rosane Marques que trabalha na T-7 e depende da linha que desce para o Terminal Bandeiras. "Estou sem saber o que fazer, não estou entendendo nada. Estão de greve mesmo?" diz a passageira impaciente ao fiscal da CMTC.Nas catracas não havia validadores do Sitpass e muito menos "cobradores". Muitos usuários pularam as catracas. " É o jeito , fazer o que?" diz o estudante.

Dentro do terminal muita reclamação e tumulto e falta de informação. "Ouvi dizer que as linhas alimentadoras estavam funcionando, mas até agora não apareceu nenhum ônibus, perguntei para um fiscal e ele não soube me informar nada", reclama a estudante Fabiana Reis. "Ninguém aqui sabe informar nada. Estou esperando ônibus pro Cruzeiro e nada, a gente pede informacão mas eles não dão", diz o mecânico Daniel Sobrinho. A Polícia Militar estava no local e de acordo com um policial, a presença da PM era para garantir a segurança dos passageiros. " Nós estamos aqui para evitar tumulto e uma possível revolta dos passageiros contra os coletivos que estão chegando. Nossa tarefa é garantir que não tenha nenhum ato de violência. Caso isso ocorra, a gente entra em ação", conta o policial que estava na plataforma dos semiurbanos.

Quanto aos coletivos que estavam chegando que o policial se refiriu, no período em que estive no terminal, somente 5 ônibus apareceram lotados. As linhas eram 401, 027 (2 ônibus), 582 e 313, mas só pararam para desembarque e nenhum coletivo do Eixo Anhanguera estava circulando. Passageiros reclamaram da demora e tinham esperança de aparecer um ônibus. "O jeito aqui é esperar, não tem solução" diz a passageira Flávia Santana. " Estou custando a acreditar nisso", indagava a senhora Aldenira Soares que esperava o Eixo em direção ao Centro.

Do lado de fora, mais reclamação. " Porque colocaram só essa quantidade de ônibus pra rodar, pra falar que não tem greve? Não adianta nada. Chega aqui no terminal não tem pra onde ir. Você fica refém da própria sorte", diz o vendedor José Aparecido. A secretária Alzira Luzia arranjou uma solução, ou melhor, seu chefe " Liguei para ele e falei da situação e tem uma van vindo me pegar junto com outros funcionários que estão na mesma situação", diz. Outra passageira revoltada diz "A gente paga caro, vem nesses ônibus lotados e ainda por cima tem que aturar greve. Se agente começar a quebrar uns ônibus quero ver se não colocam pra rodar" afirma.

Muitos passageiros ficaram no terminal e arredores. Os mototaxisistas estavam lucrando hoje. "Hoje tá um dia bom pra gente faturar", diz Raoni Campobelo. "Vou de mototaxi mesmo, senão perco o emprego", diz o funcionário público André Moraes.

Insatisfação e indignação. Era assim que a maioria dos passageiros estava hoje, sem informação nenhuma, a mercê da própria sorte sem saber por quanto tempo essa situação vai continuar.

Fonte: Rede Integrada de Transporte Coletivo
Blog: http://onibusrmtca.blogspot.com/

Greve partiu dos próprios motoristas. CMTC e Setransp não se manifestaram

Motoristas de ônibus de Goiânia e região paralisaram os serviços nesta segunda-feira de manhã sem aviso prévio, deixando milhares de passageiros sem transporte. A greve, que não tem previsão de fim, atingiu a população da capital e mais 11 municípios vizinhos que são abastecidos pelo mesmo sistema.

A categoria protesta contra a falta de diálogo com o sindicato que representa os empresários do transporte coletivo. Além de reclamarem de salários defasados, os motoristas relatam o que chamam de condições humilhantes de trabalho, com carga que pode chegar a 12 horas por dia e cinco viagens de mais de duas horas de duração sem intervalo para descanso.

Ainda segundo a categoria, a paralisação partiu dos próprios motoristas e não dos dois sindicatos existentes na capital. Por isso, conforme os motoristas ouvidos pela reportagem, as condições legais para a greve, como o mínimo de 30% de funcionamento do serviço, não foram respeitados.

Até o momento nem a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) nem Sindicato do Transporte Coletivo em Goiânia (Setransp) se manifestaram sobre a paralisação.

Fonte: Site Terra