18 de agosto de 2009

Lago da barragem do João Leite em Goiânia começa a encher em setembro


O Sistema João Leite é apontado pelos técnicos da Saneago como o projeto que garantirá o abastecimento de água da Região Metropolitana de Goiânia até o ano de 2025. Orçada em R$ 181,83 milhões, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), governo federal, BNDES e dinheiro próprio da Saneago, as obras da barragem do Ribeirão João Leite foram concluídas, depois de cinco anos de atraso e cronogramas descumpridos.

A estimativa do coordenador geral do Programa de Ampliação e Melhoria de Sistemas de Água e Esgoto de Goiânia e Regiões Conurbadas da Saneago, João Guimarães de Barros, o fechamento da comporta para a formação do lago deve ser feito no fim de setembro e o lago estará formado em no máximo oito meses.

A barragem tem 53 metros de altura e vai abranger 1.040 hectares quando o lago atingir seu volume máximo, o que vai corresponder a 129 milhões de metros cúbicos de água.

A obra de construção da barragem deveria ter durado 18 meses, mas acabou se arrastando por cerca de seis anos e meio.

Contrato
O contrato de financiamento do BID foi fechado em dezembro de 2002, mas houve dificuldades por parte do governo no repasse dos recursos da contrapartida exigida pela instituição financeira.

Em julho oito famílias que moravam na área que será alagada foram removidas para o distrito de Goialândia, município de Anápolis, e instaladas em chácaras de 3,8 hectares cada. Ao todo, com a reserva legal e a área comum, a Saneago adquiriu 26 hectares para atender as pessoas que trabalhavam em parte das fazendas desapropriadas para a construção da barragem. Elas terão de atuar exclusivamente na agricultura familiar.

Conforme João Guimarães, a formação do lago terá papel importante para garantir a mesma vazão de água do Ribeirão João Leite, inclusive no período da estiagem. No primeiro momento, a água captada será levada até a Estação de Tratamento Jaime Câmara, no Setor Negrão de Lima, por gravidade, segundo o diretor.

Outra etapa das obras do sistema, orçado em R$ 189,95 milhões, prevê a construção de estação elevatória, adutora de água bruta, estação de tratamento de água e adutora de água tratada. Esses recursos já estão assegurados e as obras devem começar em 90 dias, segundo a Saneago.

Na terceira etapa, com custos estimados de R$ 180 milhões, serão construídos adutoras de água tratada, reservatórios e redes de distribuição. Os recursos estão sendo pleiteados no Minístério das Cidades

Fonte: O Popular