13 de agosto de 2009

Goiás terá 50 mil casas Populares


Um total de R$1,25 bilhão será aplicado na construção de 50 mil casas populares em Goiás até dezembro de 2010. A iniciativa é parte do Programa Moradia Digna , lançado pelo governo estadual durante visita do presidente Lula a Goiânia

Uma verdadeira revolução na área habitacional será iniciada com o lançamento do Programa Moradia Digna do Governo do Estado. Alinhado ao plano nacional de habitação, a meta é cosntruir 50 mil csasas populares em Goiás nos próximos dois anos. A presidente da Agência Goiana de Habitação - Agehab, Silmara Vieira, destaca que o programa quer mais do que simplesmente construir casas. O objetivo é traçar um perfil da situação do Estado e dar condições para que as famílias sejam inseridas no mercado formal de trabalho.

“É um programa que tem uma extensão inédita. Vamos inovar tecnologicamente, interagir com a sociedade, superar as dificuldades econômicas da região e das famílias envolvidas, criando um novo cenário habitacional”, revela Silmara, ao ressaltar que esta será a primeira vez que Goiás tem um planejamento amplo na área. “Será o primeiro Plano Estadual de Habitação de interesse social realizado pelo Estado, o que nos permite ter um mapeamento completo das questões de moradia e das características de cada demanda”.

Silmara explica que com o levantamento realizado pelo Plano Estadual, será possível ter números exatos do déficit habitacional, da localização do problema, da dinâmica econômica da região e da previsão de atendimento. “Será uma forma de deixar o Governo sempre conectado às necessidades do Estado e ciente da capacidade de investimento”, observa.

Além da construção de casas, o
Moradia Digna também envolve a reforma das habitações, implantação de frentes de trabalho para a regularização fundiária de 80 mil lotes e a regularização financeira de 33 mil imóveis, em todo o Estado. Só na promoção de novas moradias é previsto um investimento de R$ 1,25 bilhão.

Do total de 50 mil casas, 7 mil já foram entregues pela Agência Goiana de Habitação nos últimos dois anos, o que equivale a 14% da meta estabelecida. Em abril deste ano, 416 unidades habitacionais foram entregues no Residencial Campos Dourados, em Goiânia (foto).

Estão em andamento na capital as obras de construção dos módulos 6, 7 e 8 do Residencial Conquista, de 472 casas. Também devem ser construídas nos próximos meses 1,5 mil unidades habitacionais no Conjunto Vera Cruz. Em Formosa, Mineiros e São Miguel do Araguaia o Governo já está executando as obras de 107 unidades habitacionais, sendo 39 casas em cada um dos municípios. Em Santa Helena de Goiás, o número de casas em construção é de 181 e, em Inhumas, de 115.

Com o lançamento do
Moradia Digna a economia do Estado terá um grande impulso, aquecendo o comércio local e gerando cerca de 200 mil empregos diretos. Somente este ano a Agehab pretende lançar 24 empreendimentos em diversos municípios. Cada um terá cadastramento próprio e atendimento a diferentes perfis de beneficiários.

Os recursos para a construção das casas e apartamentos estão vinculados ao programa habitacional do Governo Federal
Minha Casa, Minha Vida. O Governo do Estado é responsável por 40% do total de todo o recurso, enquanto 50% é arcado pelo Governo Federal e 10% pelas prefeituras.

Do total de 24 empreendimentos, nove são destinados à capital e estão em fase de análise pela Caixa Econômica Federal, parceira do Governo no
Programa Moradia Digna. Segundo Silmara, a Agehab está realizando estudos de projetos em 15 municípios do interior e quatro outros na Região Metropolitana de Goiânia, uma das mais afetadas pelo déficit habitacional no Estado.

Beneficiados
O Moradia Digna tem como prioridade beneficiar famílias com renda de até três salários mínimos. Conforme esclarece Silmara Vieira, as famílias beneficiadas não deverão ter mais que 20% de seu orçamento comprometido pela prestação do imóvel. Numa segunda classificação de prioridade serão atendidas famíliascom renda de três a seis salários mínimos.

Serão avaliados também outros critérios, como a composição familiar. Se há integrante idoso, deficiente físico ou mental a família deve ter prioridade. O mesmo ocorre se vivem em zonas consideradas de risco. A permanência no município também será um critério avaliado. Famílias que residem a menos de três anos na cidade em questão não serão atendidas prioritariamente.

Fonte: Goiás Agora