19 de novembro de 2014

Passeio das Águas Shopping amplia mix de lojas até o fim do ano


Centro de compras espera abrir 20 unidades

Com a proximidade do Natal, o Passeio das Águas Shopping planeja a abertura de mais de 20 lojas até o fim deste ano nas áreas de vestuário, tecnologia, beleza, entretenimento e gastronomia.  

Entre as novidades, os clientes do centro de compras poderá conferir a livraria Saraiva e a Calvin Klein, que já foram inauguradas no mês de novembro. O hipermercado Bretas, e a Harrys Brinquedos também estão na lista. O segmento de moda é o que tem mais novidades, com lojas como a VR, Tommy Hilfiger, Mr. Cat, Carmen Steffens Maison, Mr. Kistch Family Store, Atelier Mix, Santa Lolla, entre outras.  

Outras lojas programadas para operar ainda em 2014 são LG, Jump Mania,  Striker Boliche, Salão Hot Belle, Adcos, Quiosque Fini e Monterrey.

Fonte: A Redação (Yuri Lopes)


Goiânia registra maior inflação do país em novembro no IPCA-15


O Índice de Preços ao Consumidor Amplo–15 (IPCA-15) de novembro registrou a maior taxa em Goiânia, com 0,77%, contra 0,38% da média nacional. Os dados foram divulgados hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e são referentes ao período de 14 de outubro a 12 de novembro.

No mês passado, o IPCA-15 tinha sido mais alto em Brasília, com 0,73%, mas a inflação na capital federal caiu para 0,15% com a redução de 6,5% no preço das passagens aéreas.

Na região metropolitana goiana, o índice variou de 0,7% para 0,77%, influenciado pelos combustíveis, que tiveram inflação de 6,77%. A gasolina, com 6,72%, e o etanol, com 10,38%, contribuíram para que esse grupo impactasse o resultado com 0,44 ponto percentual.

Porto Alegre, São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília tiveram inflação menor que no mês de outubro. São Paulo, que tem peso de 31,68% no índice geral, teve redução da variação de preços de 0,53% para 0,38%.

No Recife, o IPCA-15 variou de 0,31% em outubro para 0,39% em novembro. Em Fortaleza, também houve alta da taxa, de 0,41% para 0,49%, assim como em Belém, (de 0,04% para 0,66%). Belo Horizonte também variou acima do mês anterior, com 0,37% contra 0,34%.

Fonte: Agencia Brasil (EBC)


Todos torcem para que o Macambira-Anicuns não vire a Ferrovia Norte-Sul de Goiânia



Idealizado há 11 anos, o projeto está 4% concluído, embora obras tenham sido retomadas agora. Se tudo der certo, poderá ter boa parte de sua extensão entregue no ano que vem

Não faz muito tempo, as questões ligadas à interação entre meio am­biente e as cidades ain­da não se encontravam delineadas com precisão, logo não havia a preocupação de incluir nas discussões a relação entre crescimento urbano, preservação ambiental e a qualidade de vida. Nesse contexto, as áreas urbanas verdes eram voltadas mais à estética e ao lazer do que à melhoria da vida da população. Apenas a partir da década de 1980, quando ocorreu a institucionalização da questão ambiental no aparelho estatal brasileiro, é que surgiu a necessidade de tratar o espaço urbano em constante evolução e voltar os olhos também às questões ambientais.

Goiânia, por exemplo, sempre pontuou entre as cidades mais verdes do País, mas não há muito tempo voltou-se à importância da criação de parques urbanos, não apenas para a preservação dessas faixas ambientais como também para a melhoria da qualidade de vida dos goianienses. A demora na conclusão do Programa Macambira-Anicuns é uma prova desse atentar tardio para as questões urbano-ambientais. A obra-projeto pode, em alguns pontos, ser até comparada à Ferrovia Norte-Sul, obra Federal que existe há quase 30 anos e ainda não saiu do papel.

Obviamente, a comparação é um exagero, mas serve para mostrar que o Macambira-Anicuns, assim como a Ferrovia Norte-Sul, tem uma importância primordial e, portanto, precisa efetivamente funcionar.

O histórico do projeto é, em grande parte, conhecido: idealizado em 2003 pelo então prefeito, Pedro Wilson (PT) — atual presidente da Agência Municipal de Meio Am­biente (Amma) —, o Ma­cambira-Anicuns assumiu lugar de destaque nas discussões de preservação ambiental na cidade, dado o seu tamanho. A im­portância social da obra é absoluta, sobretudo em uma capital co­mo Goiânia, cuja vegetação tem um papel muito grande em aumentar a umidade do microclima local, e que carece de espaços para serem utilizados efetivamente pelo público.

Contudo, o projeto só começou a sair do papel em meados de 2011 com a assinatura do contrato de empréstimo com o Banco Inter­americano de Desenvol­vimento (BID), além das ações da Prefeitura na parte inaugural do Parque Linear Macambira, no Setor Faiçalville. Em 2012, quase 10 anos depois da idealização do projeto, foi aberta licitação para execução da obra. A Empresa Sul Americana de Montagens S/A (Emsa) venceu a licitação para executar a primeira etapa do projeto. O valor: R$ 185 milhões. Pouco mais de três meses depois, a empresa pediu aditivo no contrato em relação tanto na previsão de entrega, até então 210 dias, quanto no valor a receber.

A Prefeitura e o BID negaram o aditivo. A Emsa, então, abandonou a obra e o distrato do contrato passou a ser discutido na Justiça, o que, consequentemente, atrasou a realização de uma nova licitação e a continuação da obra, visto que o distrato foi concluído no ano passado.

A nova licitação só ocorreu neste ano, em que o consórcio formado pelas empresas Sobrado Construção, GAE e Elmo venceu sem ter tido qualquer concorrente. As duas primeiras empresas têm ou já tiveram alguma ligação com o Paço Municipal: a Sobrado Cons­trução é ligada à Tecpav — empresa contratada pela Prefeitura para locação de veículos, como caminhões compactadores para a coleta de lixo urbano; e a GAE foi a empresa responsável pela construção dos viadutos que passam pela Marginal Botafogo e Rua 88, no Setor Sul. As obras tiveram certa polêmica, visto que chegaram a ser paralisadas por falta de pagamento.

Feita a licitação, as obras já foram retomadas e, segundo a Prefeitura, o que a Emsa fez está sendo aproveitado, sobretudo as obras de drenagem. Há dois pontos principais de trabalho atualmente: no início de onde será o Parque Linear Macambira — que soma também o Parque Ambiental Urbano Macambira —, no Setor Faiçalville; e entre o Setor Novo Horizonte e o Residencial Granville, onde será instalado um dos vários núcleos socioambientais previstos.

No Setor Faiçalville, já há algumas obras prontas — que fazem parte dos 4% concluídos, dos quais 2% foram finalizados pela Emsa: as Avenidas Independência e Nadra Buifalçal, que se encontram logo no início do Parque Linear. Além disso, há um esboço do que será uma pista de caminhada em torno do Parque Ambiental Urbano Macambira. Há algumas máquinas no local, entretanto, funcionando de maneira tímida — na quinta-feira, 13, estavam paradas, mas um funcionário disse que era devido às chuvas do dia anterior.

Mesmo assim, algumas pessoas já utilizam a pista ainda sem calçamento para caminhar. Às 9 horas, Ricardo Justino dos Santos caminhava pela pista de “cooper” ainda por fazer. Morador da região há mais de 20 anos, ele diz que o parque é necessário para trazer qualidade de vida ao setor e informa que sempre caminha no local, mesmo que a pista não esteja pronta. “Há anos esperamos pelo parque”, declara.

O professor de História Daniel Neves, que também mora nas proximidades de onde será o parque, afirma: “Ser for como imagino, essa construção vai valorizar a região atrair mais comércio. Só não podem abandonar o projeto como fizeram em 2012”. Mas isso não deve acontecer, pelo menos é o que garante o coordenador da unidade executora do Programa Urbano Ambiental Macambira-Anicuns (Puama), Nelcivone Melo.

Segundo ele, o consórcio começou a trabalhar em setembro e tem dois anos para executar as obras, sendo que, até o momento, tem operado no ritmo normal. “Até 2016, será comum ver obras no trecho entre o Setor Faiçalville e a Avenida Milão, no Jardim Europa”, conta. Esse trecho representa os setores 1, 2 e 3, que formam a primeira etapa do projeto.

Nos setores 4 a 11 ainda não houve licitação, o que só deverá acontecer após 2016, independente de quem seja o prefeito — Paulo Garcia (PT) não pode mais se reeleger. O setor 4 abrange da Av. Milão, no Jardim Europa, às proximidades da Vila Mauá. O último — 11 — compreende o trecho entre a ponte que passa sobre o Ribeirão Anicuns, na Av. Marechal Rondon, que divide os setores São Luís e Norte Ferroviário, e o Setor Urias Magalhães.

Inaugurações ainda em 2014? 

Orênio Neves de Souza, o engenheiro civil da unidade executora do Programa Urbano Am­biental Macambira-Anicuns (Puama) responsável pela fiscalização das obras, diz que a continuação da Avenida Parque, que ligará a Rua Miguel do Carmo, no Residencial Granville, à Avenida Milão, no Jardim Europa, pode ser inaugurada já no mês que vem.

A Avenida Parque faz parte do projeto, pois passará pelo núcleo socioambiental que será construído no local e que contará com alguns equipamentos urbanos para atender à população. Além disso, Neves informa que a inauguração rápida do trecho é necessário, uma vez que o bueiro da Rua Miguel do Carmo, que liga os setores Rio Formoso e Novo Horizonte, terá que ser reconstruído, logo, interditarão a ponte sobre o Córrego Macambira.

A reconstrução do bueiro vai ao encontro do que há está sendo feito no local, como conta Neves: “Optamos por fazer obras estruturais, pois havia grandes erosões, que, inclusive, estavam ameaçando os imóveis das pessoas. Além disso, também fizemos obras de drenagem para evitar alagamentos. Estamos realizando tudo isso para depois fazer as pistas, caso o contrário, iríamos desfazer aquilo que já havíamos feito”.

Projeto:



Fonte: Jornal Opção (Marcos Nunes Carreiro)


Hugo 2: Inauguração ainda indefinida


Governo do Estado chegou a prometer entrega da unidade no dia do aniversário de Goiânia

Mesmo diante das reclamações dos profissionais aprovados no processo seletivo do Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugo 2), ainda não existe data prevista para a inauguração da unidade, que chegou a ser anunciada pelo governo do Estado para o dia 24 de outubro.

Ontem, funcionários da empresa contratada para a construção do hospital afirmam que a obra, que está em fase de acabamento, atrasou por falta de pagamento do Estado e que agora, pelo mesmo motivo, todos os colaboradores foram avisados de que seriam dispensados a partir de amanhã, sem concluírem o serviço. “Como a empreiteira estava bancando os gastos com o próprio caixa, cortaram as horas extras, os expedientes nos fins de semana e isso reflete no tempo de execução das obras. Com o salário mais baixo, sem os complementos, os funcionários pensaram em paralisar, mas antes das eleições eles chegaram a ter uma conversa de que melhoraria, o que não aconteceu”, afirmou um trabalhador que não quis se identificar.

De acordo com dois funcionário ouvidos pela reportagem, cerca de 250 empregados da construtora, fora os terceirizados, foram dispensados.

A reportagem do Jornal O popular tentou contato com a Agência Goiana de Transportes e Obras ( Agetop), mas não obteve retorno da presidência, diretoria ou assessoria de imprensa do órgão. O presidente da construtora Porto Belo, Celso de Paula, chegou a afirmar que a demissão era comum ao final das obras, mas como ele estava no trânsito, a reportagem tentou novo contato, sem sucesso.

CRONOGRAMA

No dia 14 de outubro, a Agir, organização social (OS) responsável pela gestão da unidade alegou que o atraso na instalação e nos testes dos equipamentos comprometeu o cronograma de funcionamento da unidade. Em grupo criado no Facebook os convocados desabafam, já que muitos abandonaram o emprego anterior ou dispensaram outros processos seletivos para assumirem o cargo na unidade. “Entregamos todos os documentos, passamos por exames e tínhamos uma data para tomar posse e assinar o contrato, mas quando chegamos tivemos essa péssima notícia”, conta um dos aprovados.

Na rede social, um dos aprovados convocados na primeira lista diz que se mudou para Goiânia, e que agora, mesmo desempregado tem de arcar com os gastos da mudança e aluguel. Procurada, a Agir afirmou que não se pronunciaria mais sobre o caso, já que o hospital ainda não tinha sido entregue para sua gestão.

O secretário de Estado da Saúde, Halim Girade, garantiu que todos os equipamentos do hospital já chegaram e estão em fase de teste, mas que não definiria uma data para inauguração do hospital. “Nossa parte deve ficar pronta em um mês”, afirmou.

Fonte: Jornal O Popular (Janda Nayara)


Obras do corredor preferencial para ônibus da Avenida 85 começam amanhã


Primeira ação será a restrição de estacionamentos da Avenida S-1. A previsão é que os trabalhos sejam finalizados em 40 dias

A Avenida 85, importante via de acesso ao centro de Goiânia, receberá faixa preferencial para ônibus. A obra, que também vai contar com a implantação de ciclovia, intervenções nos canteiros centrais e rebaixamento de calçadas, foi anunciada pelo prefeito Paulo Garcia na manhã desta quarta-feira (19), no Salão Nobre do Paço Municipal.

De acordo com o prefeito, as obras vão começar nesta quinta-feira (20) e com prazo para finalização de 40 dias, sendo entregue à população na primeira semana de 2015. O coordenador de corredores preferenciais da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) de Goiânia, Sávio Afonso, afirmou que as mudanças, como as novas sinalizações horizontais, verticais e semafóricas, serão implementadas de forma gradativa.

Segundo a Secretaria Municipal de Trânsito, a primeira ação para o início da obra é restrição de estacionamentos da Avenida S-1, por meio de sinalização.

De acordo com dados da CMTC, com o corredor preferencial para ônibus, o usuário do transporte coletivo diminuirá o tempo gasto na via em até 20 minutos. Para o coordenador Sávio Afonso, com o a obra, os motoristas de veículos individuais também ganharão tempo na viagem.

Até este ano, foram implementados corredores preferenciais para o transporte coletivo na Avenida T-63 e na Rua 10. De acordo com a Prefeitura, as próximas obras de mobilidade urbana serão nas avenidas T-7, T-9, Independência e 24 de Outubro, somando 46,5 km de corredores preferenciais.

Fonte: Jornal O Hoje (Karla Araujo)


16 de novembro de 2014

Recuperação do Cerrado


Uma série de pesquisas da Emater está em andamento na UFG, de onde se espera resultados que devem aumentar a renda dos produtores de frutas nativas do Cerrado.

A multiplicação das mudas de pequi, das quais cinco variedades sem espinhos nos caroços e do tipo anão, constitui um trabalho do qual se entrega de corpo e alma Elainy Pereira, engenheira agrônoma da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater). Uma verdadeira coleção biológica é encontrada no pomar no Centro de Treinamento da instituição, no Campus 2 da Universidade Federal de Goiás.

É o local onde uma série de pesquisas está em andamento e de onde se espera resultados que tornarão os produtores de frutas nativas do Cerrado mais positivos no sentido da renda. Além do pequi, que desperta mais atenção em decorrência das inovações científicas, a pesquisadora e extensionista dá atenção de mãe coruja ao cajuzinho, araticum, murici, mangaba, entre outros frutos. São mais de duas mil mudas no viveiro, formando um bosque que compõe o sistema florestal. A construção desse viveiro começou há cinco anos.

Como se trata de uma área invejável em Goiânia, Elainy sabe que o pequizeiro é uma árvore protegida por lei, que impede o seu corte e comercialização em todo o território nacional. O pequizeiro é uma árvore símbolo do Cerrado brasileiro e como as demais fruteiras nativas, já motiva a defesa por parte da sociedade.  E o pequi culmina por ser a estrela principal em seu caminho. Ela busca qualquer variedade diferente em qualquer parte do País e lamenta que o "pequi sofra tanto com a devastação".

A extensionista-pesquisadora manifesta satisfação pelo comportamento da Emater em promover o resgate do pequizeiro e demais fruteiras do Cerrado e "melhor ainda, manter vivo o seu germoplasma". O pequi anão, a se confirmar as suas previsões, ocupará espaço nos jardins. Quando maduro, ainda, poderá ser degustado no rico cardápio goiano do arroz com pequi, frango com pequi e outras receitas da culinária local.

No pomar que cuida com todo zelo, há pequizeiro com 12 frutos numa única penca. A colheita já é feita depois de plantadas as mudas em um curto período de dois anos e meio. No campo, a coleta se dá depois de sete anos. Há, também, os enxertos. "Quando enxertadas, as árvores iniciam a floração de forma precoce e iniciam a produção de frutos a partir de dois anos de idade", ensina. E culmina: "Com isso, o produtor se sente empolgado porque o pequi produz mais cedo", afirma a pesquisadora.

O pequi sem espinho chegou ao conhecimento da Emater, em Goiânia, de uma maneira curiosa. Um produtor comunicou a existência de um pequi sem espinhos em sua propriedade. Mas, não conseguia fazer mudas e demonstrava preocupação porque o local em que se situava a árvore sofrera com o fogo algumas vezes. Então, o produtor doou sementes e ramos para enxertia, propiciando a produção de mudas e o plantio no campo. Este fato aconteceu em 2008 e a partir desse momento Elainy não teve mais descanso. Típico comportamento da pesquisadora, aquela pessoa que entrega a vida uma causa – ou o autêntico sacerdócio.

"Quando enxertadas, as árvores iniciam a floração de forma precoce e começam a produção de frutos a partir de dois anos de idade”

Elainy Pereira,engenheira agrônoma

Fonte: DM (Diário da Manhã)


Aumento do IPTU vai bancar 53 obras


O POPULAR teve acesso ao decreto do prefeito que define onde serão investidos os recursos

O prefeito Paulo Garcia (PT) deve assinar nesta semana decreto que institui o Programa de Ações e Investimentos Prioritários - PAC Gyn, que é a execução do que ele chamou de IPTU Carimbado. A Prefeitura definiu 53 obras, conforme documento que O POPULAR teve acesso com exclusividade, que serão concluídas com recursos do aumento dos Impostos Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Territorial Urbano (ITU).

A Prefeitura propõe um reajuste linear na Planta de Valores Imobiliários (PVI) de 57,8% para o exercício de 2015 e 29,7% para 2016, além de prorrogar a execução do IPTU progressivo em relação ao valor do imóvel para 2018. Sob as críticas da oposição, de que o aumento serviria para evitar o rombo no caixa municipal, pagar dívidas e a folha dos servidores, o Paço pretende mostrar onde o recurso será gasto. O decreto vai ser assinado juntamente com o início da tramitação do projeto na Câmara Municipal.

O ato seria um ganho político para pressionar os vereadores a aprovar o projeto da maneira como ele está, depois que muitas modificações foram realizadas na tentativa de reduzir o aumento para a população. De início, os vereadores rejeitaram aprovar a instituição do imposto progressivo no valor do imóvel. Mesmo depois de aprovado, convenceram o Paço a voltar a utilizar o sistema de zonas fiscais, em que o imposto varia pela localização do imóvel e não por sua valorização. Em seguida, houve pressão para que o aumento da PVI fosse reduzido dos 79% de média prevista.
Os números de 57,8% e 29,7% para os próximos dois anos foram definidos após reuniões entre o Paço e os vereadores da base e do bloco moderado, que votam de maneira independente em plenário. Mesmo depois de fechado o acordo, os vereadores tentam reduzir estes porcentuais e querem aumento de, no máximo, 40%. A oposição só aceita aprovar o reajuste inflacionário na PVI, o que é feito desde 2006, sem atualização real. O argumento é que falta ao Paço gestão da arrecadação com o imposto.

Para o Paço, o aumento está aquém do valor real dos imóveis, como seria previsto em lei, mas que isso ainda não promove a justiça fiscal pretendida com o IPTU progressivo no valor do imóvel. “O ideal seria que quem tem mais pagasse mais, mas decidimos pelo aumento linear, mantendo o sistema atual”, diz o secretário municipal de Finanças, Jeovalter Correia. Outra forma de corrigir as distorções seria a mudança nas zonas fiscais dos bairros que mais se valorizaram, mas isso só poderia ser feito até o fim de setembro, pelo princípio da noventena, já que haveria aumento de imposto para os contribuintes.

Segundo Jeovalter, a implementação do IPTU Carimbado é uma resposta do município, que ficou os dois últimos anos sem realizar muitos investimentos na cidade devido á crise financeira. “Esse dinheiro é para os investimentos que a cidade necessita.” Jeovalter estima que os R$ 80 milhões é a metade do que a Prefeitura arrecadará a mais com o aumento do IPTU.

OBRAS
Dentre as 53 obras listadas pelo decreto da Prefeitura, 43 serão em parceria com a Uniã – a contrapartida de investimento do município viria do aumento do IPTU. Em muitos casos, o dinheiro seria para finalizar a obra que já está em andamento ou realizar alguma parte específica de um bem que já tem investimento específico. A duplicação da Avenida da Divisa, que liga a BR-153 no Setor Jaó ao Aeroporto Santa Genoveva, por exemplo, seria concluída com o recurso.

O viaduto sobre a BR-153, na região do Jardim Novo Mundo, vai ser construído com verbas de outros acordos da Prefeitura, mas para as galerias pluviais será utilizado o dinheiro dos impostos, de acordo com o decreto do prefeito. Jeovalter explica que as obras já constam no projeto de governo de Paulo Garcia (PT) e foram reunidas no decreto para que fiquem vinculadas ao aumento do IPTU. “Se o aumento não vier teremos de buscar outras fontes de recurso.”

O secretário afirma ainda que a previsão foi feita com o aumento proposto pela Prefeitura. Caso o porcentual seja reduzido na Câmara, não há garantia de que todas as obras sejam executadas. O decreto a ser assinado pelo Prefeito afirma que a lista, denominada de Carteira de Projetos Estratégicos (Cape), é atendida com os recursos do incremento do IPTU para os dois próximos anos. As 53 obras são a primeira etapa do PAC Gyn, cujo nome foi dado em comparação ao Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), do governo federal.

O decreto concede à Secretaria Extraordinária do PAC, cujo titular é Eriton Beckenkamp, a responsabilidade de fornecer todas as informações sobre o andamento e execução do PAC Gyn pela internet. Os secretários e órgãos responsáveis pelas obras deverão firmar contrato de resultados com o prefeito para que os investimentos sejam considerados prioritários, para “obtenção imediata de resultados”. Isso significa que os secretários deverão priorizar os recursos disponíveis para os projetos que compõe o PAC Gyn e tomar todas as providências para que as obras sejam feitas no tempo determinado.
para onde deve ir o dinheiro do IPTU CARIMBADO

Prefeitura pretende usar recursos de aumento do imposto para investimentos

INFRAESTRUTURA

■ Conclusão da Avenida da Divisa (Setor Jaó)
■ Bueiro celular de concreto (Res. Felicidade)
■ Implantação de pavimentação e drenagem para estacionamento (Paço Municipal)
■ Serviços de recapeamento (42 bairros, como Bueno, Oeste, Marista, Jardim Goiás, Leste Universitário, Sudoeste, Jardim Europa, Jaó, Goiânia 2, Faiçalville, Vila Mutirão e outros)
■ Pavimentação e galerias pluviais (Marginal Capim Puba)
■ Galerias pluviais do viaduto da BR-153 (Novo Mundo)
■ Pavimentação e drenagem (Jardim Colorado)
Verba: R$ 38,73 milhões

EDUCAÇÃO

■ Construção de 23 Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis), como Real Conquista, Tempo Novo, Solar Ville, Bairro Floresta, Jardins do Cerrado IV, Morada do Sol e outros
Verba: R$ 5 milhões

CULTURA

■ Implantação de duas bibliotecas em regiões periféricas
■ Casa de Vidro
■ Reforma do Museu de Arte de Goiânia (MAG)
■ Requalificação das fachadas em art decó do Centro
■ Requalificação urbana do polo gastronômico do Setor Marista
Verba: R$ 6,3 milhões

ESPORTE

■ Quadra poliesportiva no Parque Mutirama
■ Pista de skate no Parque Mutirama e Bosque do Botafogo
■ Reestruturação do Parque Mutirama, com urbanização e reformulação de equipamentos
■ Iluminação ornamentativa do Parque Campininha das Flores
■ Reforma da Vila Ambiental do Parque Areião
■ Rede cicloviária dos parques (Vaca Brava, Flamboyant, Lago das Rosas, Bosque dos Buritis e Mutirama)

Verba: R$ 2,8 milhões

COMÉRCIO
■ Implementação do Centro Público Municipal de Economia Solidária

Verba: R$ 317 mil

MEIO AMBIENTE

■ Reforma do esgoto do Parque Zoológico

Verba: R$ 38 mil

SAÚDE

■ Construção do Hospital e Maternidade Oeste
■ Construção do Hospital de Campinas
■ Construção do Hospital de Ortopedia
■ Construção da UPA Noroeste

Verba: R$ 23,2 milhões

ASSISTÊNCIA SOCIAL

■ Ampliação do CRAS Vila Isaura
■ Construção de 3 Casas da Acolhida (Masculino, Feminino e Famílias)
■ Construção de 2 Conselhos Tutelares (Região Leste e Região Goiânia Viva)
Verba: R$ 3,6 milhões

TOTAL DE VERBAS:

■ Tesouro Municipal: R$ 80,114 milhões
■ Recursos Federais: R$ 251,26 milhões*
■ Total: R$ 331,38 milhões

Fonte: Jornal o Popular (Vandré Abreu)


15 de novembro de 2014

Reforma administrativa de Marconi reduz secretarias de 16 para 10


O  governador Marconi Perillo (PSDB) anunciou na tarde desta quinta-feira (13) que enviou para a Assembleia Legislativa um projeto de reforma administrativa que reduz o número de secretarias estaduais de 16 para 10. O texto ainda estingue 5,4 mil cargos comissionados. De acordo com o governo, a mudança vai economizar anualmente R$ 300 milhões.

O tucano salientou que a reforma foi idealizada e definida por ele. Marconi contou que conversou com outros governadores eleitos, e espera que as mudanças sirvam de espelho para outros Estados e também para a presidente Dilma Rousseff.

Das 16 secretarias existentes atualmente, somente cinco permanecerão. São elas: Gestão e Planejamento (Segplan); Saúde, Governo, Fazenda e Casa Civil.

Cinco novas secretarias serão criadas. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia engloba as atuais secretarias de Indústria e Comércio, Ciência e Tencologia, Agricultura e Agência de Desenvolvimento Regional). A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitano absorve as pastas de Meio Ambiente e Cidades e Assuntos Metropolitanos. A lista segue com a Secretaria de Educação, Cultura e Esporte, que engloba Seduc, Secult e Agel. A Segurança Pública se une com a Administração e Penitenciária novamente, criando a Secretaria Pública de Administração Penitenciária. Todas as secretarias sociais agora estão juntas na Secretaria da Mulher, Desenvolvimento Social, Igualdade Racial, Direitos Humanos e Trabalho.

No início do mês de dezembro, o governador promete um novo projeto que vai tratar de uma reorganização das agências e empresas públicas do Estado de Goiás.

Fonte: Portal 730


Paisagismo: T-63 ganha novos adereços


Projeto da Comurg substitui flores por arranjos feitos com material reciclado. Grama também é trocada

A ordem na Prefeitura de Goiânia parece ser economizar. Desta vez, o alvo são os canteiros centrais. O transeunte que passa pela região do Setor Bela Vista já deve ter notado. A Avenida T-63 passa por reformulação da jardinagem. A ideia é padronizar a grama ao longo da via, em toda sua extensão, retirar as flores e substituí-las por floreiras suspensas, feitas com material reciclável. Já foram gastos R$33 mil para os reparos e outros R$ 30 mil serão utilizados para a reformulação.

A Prefeitura ainda não tem uma estimativa do quanto pode ser economizado com as mudanças, apenas que a diminuição do número de canteiros de flores pode provocar economia no uso de água, principalmente no período da seca, no uso de caminhões e mão de obra. Para isso, foram utilizados materiais disponíveis no depósito de sucatas da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). As hastes eram antigas luminárias descartadas, a base dos arranjos feitos de pneus e correntes são reutilizadas.

As intervenções já foram feitas ao longo do trecho de cerca de 880 metros, entre o elevado da Avenida 85 e a Avenida Circular, no Setor Pedro Ludovico. Além dos arranjos florais, a grama foi toda substituída. Foi retirada a grama do tipo batatais e substituída pela grama esmeralda, mesmo tipo utilizada no trecho da ciclovia da região oeste da Avenida T-63. O processo de substituição desse trecho durou pouco menos de 20 dias. A grama retirada vai ser utilizada nos canteiros ao longo da Avenida 136, no Setor Marista.

A promessa da Comurg é que outros 15 dias sejam utilizados para as intervenções no trecho do cruzamento da Avenida 85 até a Praça da Nova Suíça, cuja distância é de 1km. Os procedimentos serão os mesmos: retirada da antiga grama, para padronização, jardinagem, com retirada dos canteiros de flores, e por fim a instalação das novas floreiras feitas com o material reciclado.

Conforme explica o presidente da Comurg, Ormando José Pires Junior, as intervenções têm questões econômica e estética. “A padronização é uma questão de beleza mesmo. Como utilizamos a grama esmeralda ao logo da ciclovia, resolvemos colocar a mesma no restante. Ela é mais bonita e mais fácil de cuidar”, diz. A sustentabilidade entra como discurso que reforça a economia. “Economizamos e buscamos padrões de sustentabilidade. O goianiense está acostumado com a beleza das flores nas praças, que é uma demanda de alto custo, tanto com água, quanto com material. O mundo atual demanda mudanças sustentáveis, é o que estamos fazendo”, reforça.

Além dos canteiros centrais da Avenida T-63, outras vias da cidade devem receber as mudanças. A Comurg ainda estuda quais são as regiões que sofrerão as próximas reformulações, mas cada uma deve ter um projeto diferenciado, criado a partir da largura das ilhas e especificidade das ruas e avenidas. Ainda não há um projeto definido, nem o quanto será gasto ou economizado.

VANDALISMO

Mesmo com o pouco tempo de instalação, os novos arranjos florais já foram alvo de vandalismo. Durante a madrugada de quinta para sexta-feira, a haste de sustentação instalada no cruzamento da Avenida T-63 com a Rua S-5 foi arrancada. Os arranjos florais não foram encontrados. Foi preciso substituir. Segundo o presidente da Comurg, casos de vandalismo contra o patrimônio público são comuns. Somente a companhia tem prejuízo mensal de pelo menos R$140 mil. A Prefeitura gasta R$1 milhão por mês pelo mesmo problema.

Fonte: Jornal O Popular (Eduardo Pinheiro)

Prefeitura vai conceder mais 160 licenças para taxis circularem em Goiânia


O número de taxistas em Goiânia vai aumentar. A prefeitura convocou mais 186 taxistas que estavam no cadastro de reserva da licitação realizada no final do ano passado. Com este número, a capital passa a contar com dois mil táxis.

Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas de Goiânia, Silone Pacheco, a demanda por táxis na capital é crescente. “A população está usando mais este serviço. Muitas pessoas estão utilizando para ir ao serviço. Isto significa que está tendo mais mercado para o taxista”, avalia.

Dos 186 novos táxis, 20 vão atender especialmente a região do aeroporto. O presidente do Sindicato dos taxistas de Goiânia, Silone Pacheco, avalia que faltam taxis no local.

Os taxistas aguardam a audiência em que vai ser decidido se os pontos fixos da capital vão ser transformados em rotativos.

Fonte: Portal 730