4 de março de 2015

Ferrovia Norte-Sul Goiás: Obras paralisadas


Presidente da construtora responsável por trecho em Goiás da ferrovia anuncia que não poderá dar prosseguimento à construção por falta de pagamento e acusa o governo federal de calote

Brunno Falcão Da editoria de Economia

“É lamentável anunciar algo assim, mas, depois de quatro meses sem receber o que lhe é devido contratualmente, a Constran não poderá dar prosseguimento ao trecho da Ferrovia Norte-Sul que vinha construindo em Goiás.” Foi assim, em artigo publicado na edição de ontem da Folha de S. Paulo, que João Santana, presidente da Constran e vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada, anunciou a paralisação das obras de trecho goiano da ferrovia que ligará os extremos do País.

No texto, intitulado Calote não é ajuste fiscal, o presidente da Constran afirma que tem dois contratos assinados com a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., empresa do Ministério dos Transportes. Um dos contratos, segundo Santana, se refere a 150 quilômetros da Norte-Sul, e outro, a 170 quilômetros da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), no interior da Bahia. “Os pagamentos de ambos encontram-se atrasados”, afirma Santana.

O empresário destaca que, em quase 60 anos de história, é a primeira vez que a Constran não recebe nem mesmo o suficiente para honrar a folha de pagamento da obra. Santana lembra ainda que, em conversa com o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, na segunda-feira, este informou “não ter recebido recursos do Ministério da Fazenda”. O presidente da Constran lembra que, em situações semelhantes, as empresas podem recorrer aos bancos, onde descontam a fatura, mas que isso não é mais possível. “O sistema financeiro bloqueou qualquer operação com o nosso setor, se envolver o governo federal como pagador”, denuncia.

“Atenção: os bancos não estão recusando recebíveis de uma prefeitura pequena do interior. Eles querem distância do Tesouro Nacional. Sabe quais são os primeiros bancos a fechar as portas para a operação de desconto de duplicatas? O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, controlados pelo governo. Detalhe: embora não recebamos a fatura emitida, somos obrigados a recolher os impostos a ela relacionados”, alerta o empresário, em seu artigo publicado na Folha.

No texto, Santana destaca que a situação financeira da Constran só não é delicada porque mais da metade do faturamento é oriundo da iniciativa privada. “Alguém poderá relacionar esse inferno astral à Operação Lava Jato – já que a Constran é controlada pela UTC. Mas não é o caso”, frisa. O presidente lembra que a construtora não integra a lista de empresas investigadas, e afirma ainda que o governo vem atrasando contas devidas, até mesmo do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Ajuste fiscal
Santana lembra que, na década de 1990, durante o governo Collor, esteve à frente da Secretaria da Administração. Ele frisa que, na época, o País estava destroçado financeiramente. “Cortamos cargos de confiança, desligamos funcionários, fechamos ou vendemos empresas, acabamos com as mansões dos ministros de Estado e leiloamos mais de 4.000 automóveis. Fomos à lista de despesas do governo e cortamos vários e vários itens. Gostem ou não do que foi feito naquele tempo, tratava-se de um projeto de ajuste fiscal de verdade.” O empresário afirma que gestor público tem a obrigação de equalizar suas contas, mas questiona se estamos mesmo diante de um ajuste fiscal.

“Em vez de propor cortes e eliminar linhas de despesas, o governo apenas não paga. Em outros países, o nome disso é calote e rompimento de contrato. No Brasil, batizamos de ‘ajuste fiscal’”, condena. João Santana destaca que, historicamente, quando o governo tem planos de enxugar despesas, ele chama seus fornecedores e informa o que será cortado, dando às empresas condições de se planejar. “É chato, é ruim, mas é honesto e transparente.”

O oposto, frisa o empresário, é manter o discurso de que nada será cortado, mas reter pagamentos devidos por serviços prestados. “Criou-se uma realidade discutível. Enquanto o governo federal empurra para a sociedade o peso do ‘ajuste’, na forma de mais impostos e mais desemprego, não aplica ao Estado qualquer ajuste real.” Santana destaca ainda, em seu artigo, que a Lei da Responsabilidade Fiscal diz claramente que “a responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente”. “Um doce para quem encontrar algo planejado e transparente nesse processo”, provoca.

Por meio de suas assessorias, a Valec e o Ministério dos Transportes afirmaram que não comentariam o caso. Também procurado, o Ministério do Planejamento não havia se pronunciado até o fechamento desta edição. (Com base nas informações do artigo Calote não é ajuste fiscal, assinado por João Santana e publicado na edição do dia 3 de março da Folha de S. Paulo)

Fonte: Diário da Manhã


Iluminação Goiânia: 40 mil pontos com problemas


Goiânia tem 40 mil pontos de iluminação pública que necessitam de reparos, seja a substituição da lâmpada queimada ou com data de validade vencida ou algum tipo de manutenção. A confirmação foi feita ontem pela Secretaria Municipal de Obras (Semob). O número equivale a 33% dos 120 mil pontos existentes na capital. E também é quase dez vezes maior do que o informado pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) no final do ano passado. Na época, a companhia falava em 4,5 mil. Em agosto, o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) estimava em 18 mil a quantidade de postes com problemas.

Apesar do número elevado de pontos que necessitam de reparos, Goiânia ficou todo o mês de janeiro sem nenhum reparo na iluminação pública. Isso porque o serviço deixou de ser feito pela Comurg em dezembro e a primeira ordem de serviço assinada pela Semob com a empresa paulista Luz Urbana Engenharia foi assinado apenas no dia 7 de fevereiro. Em janeiro, a Comurg ainda realizou serviços extraoficiais em parques da cidade, mas só.

Em quase um mês de serviço, a Luz Urbana já realizou os reparos em 1.984 pontos de iluminação, representando 4,96% do total estimado pela Semob. Os reparos foram realizados em 68 bairros de Goiânia, especialmente na Região Central. Os trabalhos são feitos em dois períodos (tarde e noite / noite e madrugada).

Segundo a assessoria de imprensa da Semob, nesta primeira fase de trabalho, a Luz Urbana - que vai receber até R$ 18,2 milhões pelo serviço - priorizou o atendimento nas principais avenidas de acesso aos bairros e linhas de ônibus, especialmente nos corredores preferenciais do transporte coletivo e entorno de escolas e hospitais. Na região central, o foco se deu nas principais praças (como Tamandaré, Avião, Chafariz, Universitária, Trabalhador, etc.), parques e pistas de caminhada.

Ainda segundo a Semob, a escolha dos bairros se deu pela quantidade de reclamações e não pela densidade populacional. Entretanto, das 490 reclamações que chegaram via telefone 156, neste mês apenas 32 foram resolvidas.

Nos bastidores, auxiliares do Paço questionam as planilhas de gastos com iluminação pública no final do ano passado, já que os valores seriam baixos justamente porque o serviço não estava sendo feito como deveria. A falta de material impedia, segundo estes auxiliares, que a demanda real fosse atendida e que se priorizasse queixas pontuais feitas pela população.

No primeiro semestre do ano passado, a Prefeitura chegou a concluir uma licitação no valor de R$ 11,7 milhões para compra de materiais aguardada pela Comurg há mais de um ano e meio. No entanto, alegando falta de recursos, só fez a aquisição de parte dos equipamentos. Técnicos ouvidos pelo POPULAR afirmam que, caso a aquisição fosse feita em sua totalidade, a Comurg conseguiria fazer o trabalho na capital por mais de um ano.

O POPULAR não conseguiu acesso à planilha de valores do contrato assinado pela Luz Urbana.

A Prefeitura diz que a terceirização do serviço é justificada pela celeridade que a empresa teria de fazer a aquisição de materiais. O processo de contratação foi com dispensa de licitação no ano passado baseado em recomendação do MP-GO, que pedia urgência na solução do problema com a iluminação pública.



Fonte: Jornal O Popular


Goiânia: Tratamento do xeroderma pigmentoso no HGG será destaque no Discovery Channel


Os pacientes que fazem tratamento do xeroderma pigmentoso no Hospital Alberto Rassi – HGG serão destaque no canal internacional de TV fechada Discovery Channel. A produtora do programa Meu Corpo, Meu Desafio, exibido em temporadas, vai acompanhar a rotina dos portadores da doença que vivem na comunidade de Araras, localizada no município de Faina. A equipe do canal estará no HGG nesta quarta-feira, dia 4, para mostrar o atendimento ambulatorial e multiprofissional ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para esses pacientes.

O programa, que se concentra na história de vida e na trajetória médica de pacientes com doenças raras em todo o mundo, será exibido a partir de setembro de 2015 em todos os continentes. De acordo com a produtora assistente do Meu Corpo, Meu Desafio, Maria Luisa Alves, a equipe está interessadíssima em abordar o tema e mostrar as ações que são realizadas pelo HGG para os portadores da doença. “Nossa intenção é mostrar como a equipe do HGG está possibilitando uma melhora na qualidade de vida dos pacientes já afetados pela doença e também oferecendo prevenção àqueles que estão sendo identificados como portadores do gene causador da enfermidade”, disse.

No HGG, as filmagens vão se concentrar nas consultas dos pacientes com os profissionais e também serão realizadas entrevistas com alguns médicos envolvidos no tratamento. Além do HGG, o Hospital Materno Infantil (HMI) já foi destaque no canal, quando o programa abordou a questão de gêmeos siameses.

Esta não é a primeira vez que os pacientes que fazem tratamento contra o xeroderma pigmentoso no HGG são destaque nos noticiários mundiais. Em maio do ano passado, a agência internacional de notícias Associated Press também abordou a rotina dos pacientes que vivem na comunidade de Araras e a questão foi repercutida por outros meios, como os nacionais UOL, R7, BOL, e internacionais Washington Post, NY Daily News, ABC12 e outros.

Referência

O Hospital Alberto Rassi – HGG é, atualmente, o único centro de referência no tratamento de xeroderma pigmentoso no Centro-Oeste. A seção de Dermatologia atende crianças, jovens, adultos e idosos. O acompanhamento é multiprofissional e conta também com profissionais da Odontologia, Psicologia, Neurologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, entre outros.

Fonte: Goiás Agora


Torcidas organizadas de Goiânia seguem proibidas de atividades até 2016


Juiz manteve em definitivo liminar que suspendia as atividades das torcidas organizadas Força Jovem de Goiás, Esquadrão Vilanovense e Dragões Atleticanos

O Ministério Público (MP) de Goiás manteve, em definitivo, a liminar concedida em 2013, que suspendia as atividades das torcidas organizadas Força Jovem de Goiás, Esquadrão Vilanovense e Dragão Atleticanos por três anos. De acordo com MP, como o prazo é contato a partir da concessão da medida, que termina em março de 2016, as atividades das torcidas ficam proibidas por mais um ano.

Ainda segundo o MP, continua proibido o uso de vestimentas, faixas, cartazes, bandeiras, instrumentos musicais ou qualquer outro meio que possa identificá-las como torcidas organizadas em estádios de futebol ou em reuniões promovidas por seus membros. Continua vetado ainda a combinação de adereços, cores ou artifícios que remetam à torcida.

Além disso, também foi proibida a prática de qualquer participação de torcida organizada vinculada a times de outros Estados nos dias de competição nacional, assim como o acesso do torcedor ao Estádio Serra Dourada com bandeiras, indumentárias ou instrumentos musicais.

Em 2013, a decisão foi tomada após conflitos entre os integrantes das torcidas, resultando inclusive em crimes graves, como os homicídios cometidos contra Diego Rodrigues Costa de Jesus, em janeiro de 2012, no Parque Vaca Brava, e Gabriel Gonçalves Mendes, em abril do mesmo ano, baleado num ônibus a caminho do Serra Dourada.

Caso as torcidas não cumpram a determinação, os integrantes podem sofrer interdição de entrada no estádio, apreensão e, ainda, a perda do material utilizado.

Fonte: Jornal O Hoje 

2 de março de 2015

Prefeitura de Goiânia aposta no BRS e BRT



A priorização do transporte público é consenso entre os especialistas. Neste sentido, a Prefeitura de Goiânia deu início ao projeto de BRS (Bus Rapid Service) que, na capital, consiste na dedicação de faixas exclusivas para o transporte público. As obras do Município começaram na Rua 10, com a implantação de faixas exclusivas e a promessa de aumento da eficiência do trajeto. O projeto de mobilidade consiste na criação de sete corredores preferenciais.

Por meio de sua assessoria, a Prefeitura informou que recebeu recursos no valor de R$ 145.323.461,00 para a realização das obras nas avenidas T-7, T-9, 85, 24 de outubro, Independência, T-63 e Rua 10. Serão 46,5 quilômetros de vias preferenciais que integrarão 66 linhas de ônibus. De acordo com a assessoria, mais de 600 mil usuários serão beneficiados diariamente.

Willer Carvalho, professor do curso de Engenharia de Transportes da UFG vê as intervenções de forma positiva, mas é preciso mais planejamento, em sua opinião. “Esses corredores têm que ter uma ligação para que não sejam individuais. É importante, também, que haja uma expansão desses corredores para que traga uma maior eficiência, e uma oferta maior de viagem aos usuários”, aponta. Carvalho aposta na priorização do transporte como solução para os problemas da capital.

Por outro lado, Marcos Rothen não viu melhorias nos corredores já implantados e acredita que essa não é a solução. “A maneira como foram feitas essas intervenções ainda não trouxe nenhum resultado positivo. Na Rua 10 há dados que apontam que o tempo de viagem aumentou, inclusive”. Segundo Rothen, o problema só vai piorando, o que causa grande transtorno à população.

O professor do IFG não acredita que esse tipo de obra estimulará a sociedade a deixar seu carro em casa. “A população ainda não começou a andar de ônibus e nem vai. Porque o sistema de transporte não oferece qualidade e essas obras só causaram transtorno, principalmente, na Avenida 85, que infernizou a vida de milhares de pessoas todos os dias”, assevera Rothen.

Alternativas urbanas

Para o engenheiro Marcos Rothen, mestre em Transportes, a solução para a questão da mobilidade em Goiânia é o BRT (Bus Rapid Transit), tipo de serviço que se conhece na capital pelo Eixo Anhanguera. “Esse é o melhor exemplo. É rápido e é eficiente. E isso por causa da maneira como as pessoas usam o transporte. O usuário não se preocupa quando perde o carro, pois logo em seguida vem outro atrás”, argumenta.

Neste sentido, o engenheiro Willer Carvalho concorda com o colega, já que ele oferece uma saída do tráfego normal, gerando maior agilidade. “O grande problema que no Eixo-Anhanguera foi a falta de integração ao urbanismo, o que deixou a região segregada da paisagem”, discorre. Fora o problema visual, Carvalho acredita que o BRT é uma boa opção, mesmo tendo um custo mais alto de implantação.

“Num corredor exclusivo, é possível uma melhor observação, além de reduzir a interferência do tráfego nas rotas do transporte”, observa. O docente da UFG, porém, destaca que é importante que se pense na questão semafórica. “Não adianta ter um corredor exclusivo se, a todo momento, o veículo precisa parar no semáforo. Para isso temos a sinalização inteligente. Quando um ônibus se aproxima do semáforo, ele abre automaticamente”, sinaliza.

A arquiteta Erika Kneib também é positiva em relação ao Eixo-Anhanguera. Vê, no entanto, que é necessária uma qualificação do sistema BRT. “Isso, principalmente, com relação ao ambiente urbano, melhorando-se desde a ambiência urbana da via, a infraestrutura, iniciando-se pelas calçadas que levam aos pontos, os abrigos e informação dos pontos, e, principalmente, os terminais”, analisa.

Talvez seja por essa razão que a Prefeitura de Goiânia esteja investindo na construção de outro corredor exclusivo, o BRT-Goiás Norte/Sul. O Município informa, por meio de sua assessoria, que o processo de licitação já foi concluído e a ordem de serviço da obra deve ser assinado em breve. O BRT Goiás Norte-Sul está orçado em R$ 242,4 milhões e vai ligar a região Noroeste à região Sul, atendendo a 148 bairros de Goiânia e Aparecida de Goiânia.

Fonte: Tribuna do Planalto


Priorizar o transporte coletivo não é opção da gestão pública, é premissa legal


Priorizar o pedestre, o ciclista e o transporte público não é mais uma opção de gestão pública, trata-se de uma premissa legal. De acordo com o Plano Diretor de Goiânia (Lei 171/2007), que reforça a Lei Federal de Mobili­dade (12.587/2012), o poder público deve empreender medidas que levem à priorização do transporte coletivo. Os corredores são apenas o primeiro passo para se chegar neste ideário. Porém, ao contrário do que se viu no corredor da Avenida 85, juntamente com a implantação das faixas preferenciais de ônibus é preciso melhorar toda a infraestrutura, iniciando-se pelas calçadas que levam os usuários aos pontos.

Se os corredores são indispensáveis e atendem a uma determinação legal, falta uma melhor elaboração desses projetos. O que se nota é que eles são apresentados e discutidos internamente pela administração, mas a discussão não é levada à sociedade, aos órgãos e entidades técnicas, como as universidades.

De acordo com a professora Erika Cristine Kneib, arquiteta urbanista, doutora em transportes e pesquisadora na Universidade Federal de Goiás (UFG), os corredores de ônibus não podem ser limitados apenas à questão da mobilidade, eles precisam auxiliar na requalificação das vias. Segun­do ela, calçadas irregulares, abrigos das paradas de ônibus depredados, por exemplo, impedem o ganho da qualidade do serviço.

Novo financiamento

Outro aspecto levantado por Erika Cristine é em relação ao financiamento do transporte coletivo de capital. Atualmente é pensado em um modelo que se baseia apenas na tarifa, no qual o usuário pagante é responsável por custear todo o sistema e o serviço. Porém, este padrão deve ser alterado, ou seja, é necessária uma tarifa que não gera injustiça social. Para isso ser viável é necessário que o poder público — ou toda a sociedade — participe do financiamento da melhoria do serviço. “Para se alcançar qualidade deve-se somar infraestrutura e financiamento pela sociedade, pois somente assim virão os ganhos reais na melhoria da qualidade”, ressalta.

Outro tema complexo abordado por Erika Cristine é em relação às medidas de desincentivo ao uso do automóvel como cobrança de estacionamentos e cumprimento severo da legislação de trânsito. Para ela, a ausência de tais medidas, que são impopulares e pouco adotadas pelos gestores, tem agravado o pro­blema a cada dia. Segundo a professora, o senso comum ainda aprova iniciativas de construção de infraestrutura exclusiva para o automóvel, como viadutos e estacionamentos, o que acaba refletindo nas decisões políticas. “Ainda não há um entendimento social claro que prover infraestrutura para carros acaba por incentivar seu uso, piorando a situação caótica de nosso trânsito.”

Falta planejamento para se chegar a um sistema de condução eficaz em Goiânia

Falta planejamento para im­plantar todo um sistema de transporte eficaz e eficiente para Goiânia. As medidas que foram tomadas para priorizar o transporte coletivo precisam ser divulgadas com antecedência de, pelo menos três meses, antes do começo da obra. A sociedade precisa ser consultada e informada.

Assim pensa o doutor em Engenharia de Transportes e professor do Instituto Federal de Goiás (IFG), Benjamim Jorge Rodrigues dos Santos. Ele afirma que são necessárias audiências públicas na Câmara Mu­nicipal, reuniões com lideranças e representantes do comércio antes de qualquer medida.

Segundo Benjamim Jorge, é percebido que a engenharia de trânsito da capital tem apresentado insuficiência, como a falta de coordenação semafórica das vias que contam com faixas preferenciais. Outro problema levantado é em relação ao número e o modelo de serviços desempenhados pelos agentes de trânsito.

Goiânia tem aproximadamente 350 agentes, contudo o ideal recomendado seria um agente para cada mil veículos, ou seja, a cidade precisaria de pelo menos mil agentes para atender um número de mais de 1,1 milhão de veículos.

Para ele, os agentes de trânsito da Secretaria Municipal de Trânsito (SMT) deveriam estar na rua para orientar as pessoas, não apenas para aplicação de multar e de ações coercitivas.

“É preciso ter uma conscientização dos agentes de que a missão primordial é de ajudar e auxiliar, não apenas multar. Mas punir exemplarmente quem não obedece às normas de trânsito ainda é uma necessidade.”

Fonte: Jornal Opção


Goiânia: Metrô ainda não é consenso entre os especialistas


Quando se fala em transporte público de qualidade, logo surgem as grandes metrópoles mundiais na mente, todas equipadas com vários tipos de serviços de transporte que garantem aos usuários uma experiência mais agradável nos coletivos. O principal objeto de desejo acaba sendo o metrô, que está longe de chegar a Goiânia e, na opinião do engenheiro Marcos Rothen, deve continuar assim.

Rothen acredita que essa não seria, nem de longe a solução para o transporte coletivo em Goiânia. De acordo com ele, o metrô é uma opção cara demais e, mediante o atual sistema que repassa todo o custo para o usuário, seria impossível de implantar a rede na capital. “Fortaleza está há 20 anos implantando o sistema e segue em fase experimental. As pessoas falam, ouvem dizer. O metrô é bonito, mas é caro e não é a solução”, certifica.

Willer Carvalho não vê dessa forma. Para ele, deve haver estudo e análise, sobretudo. Mas, todas as opções podem e devem ser incluídas nas pesquisas. “Eu não tenho estudo para falar que o metrô é a solução. Temos que começar a estudar novas formas. Projetar esses custos e benefícios. São obras que têm um impacto grande no custo de implantação e manutenção, mas temos que pensar a longo prazo”, avalia Carvalho.

Fonte: Tribuna do Planalto


Autódromo de Goiânia recebe Stock Car dia 22


O Autódromo Internacional de Goiânia recebe no dia 22 de março a prova de início da Temporada 2015 da Stock Car, categoria considerada a principal do automobilismo nacional. A Stock Car acontecerá juntamente com outras três categorias, sendo elas: Copa Petrobras de Marcas, Mercedes-Benz Challenge e Campeonato Brasileiro de Turismo.

O circuito volta a receber a Stock Car em agosto, no dia 16, para a Corrida do Milhão. Inaugurado em 1974, o Autódromo Internacional de Goiânia foi reinaugurado em junho do ano passado após ampla reforma.

A cidade voltou a receber provas da Stock Car depois de 13 anos e foi também o palco da famosa Corrida do Milhão, vencida por Rubens Barrichello. No fim da década de 1980, Goiânia também recebeu etapas do Mundial de Motovelocidade.

Fonte: Goiás Agora


Pecuária de Anápolis 2015


Data: 24/04 à 02 de Maio
Local: Parque de Exposição Agropecuária de Anápolis

Shows: 

24/04 - Bruno e Marrone
25/04 - Jads e Jadson
29/04 - Eduardo Melo
30/04 - Thaeme e Thiago
01/05 - Matogrosso e Mathias
02/05 - Léo Magalhães

Ingressos: 

em breve

Rancho Nobel 100% Open Bar
(água , cerveja e refrigerante até as 4:30 da Manhã)

Postos de Vendas:

em breve


1 de março de 2015

Mais ciclovias e um sistema de metrô: seria este o próximo passo para Goiânia?


Ciclovias existem em caráter decorativo à medida em que não são integradas/ Fernando Leite/Jornal Opção

Há décadas, a visão do carro como solução para o deslocamento dentro da cidade está falido. A lógica do predomínio da utilização do transporte individual em detrimento de outros está em desuso nos países desenvolvidos. A cultura do automóvel foi copiada dos Estados Unidos a partir da década de 1950, ganhou força com o período JK até a década de 1970, já no regime militar.

Atualmente, as soluções para a mobilidade têm sido orientadas para as plataformas de transporte de grande capacidade ou de massa. Em Goiânia, os padrões existentes são os ônibus articulados e biarticulados que, para ter melhor desempenho na mobilidade, foram criadas vias preferenciais (Avenidas 85, Universitária e T-63) e as exclusivas (Avenidas Goiás, 90 e Anhanguera).Apesar disso, o modelo vai apresentar limitações e as novas demandas que vão surgir deverão cobrar do poder público outras soluções, e uma delas provavelmente será o metrô.

Afinal, Goiânia precisa de trens de transporte de passageiros, subterrâneos ou de superfície? Para Erika Cristine, primeiramente deve-se ter um sistema de transporte público de qualidade, funcionando em rede, de forma integrada, com os modelos previstos (ônibus, BRT e VLT). Somente depois da consolidação desses modais, caso se estude e verifique a demanda, deve-se partir para o metrô. Segundo ela, achar que o metrô, sozinho, resolverá os problemas da mobilidade seria uma ilusão.

Já Benjamim Jorge pensa o contrário. Para ele, metrópoles com mais de um milhão de habitantes como Goiânia precisam de um sistema metroviário. “É uma obra cara, mas que traz qualidade de vida às pessoas”, afirma. O professor cita que em Paris existe praticamente outra cidade subterrânea com linhas para todos os lados e o mesmo é verificado em Londres, onde o cidadão deixa o carro em casa e segue para o trabalho por meio do metrô. “Países desenvolvidos pensam nos modais de transporte integrados. Temos que seguir o que está dando certo e Goiânia já passou da hora de ter seu metrô”, diz.

Willer Carvalho diz que construir um metrô necessita um estudo maior de viabilidade econômica. Para ele, nada adiantaria implantar um sistema apenas em uma única linha. Além disso, é uma obra cara que precisa de estudos de viabilidade econômica para justificar sua implantação. “Nada adiantaria afundar o eixo-Anhanguera e dizer que agora existe o metrô e que resolveu o problema de trânsito e transporte de Goiânia.”

Opinião parecida é sustentada por Fernando Chapadeiro. Ele afirma que o aperfeiçoamento de corredores de ônibus e dos BRTs podem suprir a demanda por transporte de massa em Goiânia. Em relação às ciclovias, os quatros especialistas consultados concordam que o sistema cicloviário de Goiânia tem sido mais decorativo do que funcional. Isso porque as ciclovias existentes não se integram formando uma rede. Ou seja, é preciso uma rede totalmente interligada, não se pode pensar em ciclovias isoladas como as que atualmente existem em Goiânia.

SMT promete novas intervenções no trânsito da capital

De acordo com o secretário municipal de trânsito José Geraldo Fagundes Freire, a prefeitura fará novas intervenções no trânsito da cidade, em especial nos corredores de ônibus. Ele afirma que no corredor da Avenida T-7, o próximo da lista a ser implantado, haverá interferências físicas que não foram verificadas na Avenida 85, como obras nas calçadas. “As obras na T-7 vão levar nove meses, e seu andamento vai depender de outras questões como o tempo.”

Em relação ao corredor da Avenida 85, a empresa que implantou o corredor de ônibus foi orientada pela prefeitura a adiantar o cronograma de instalação de foto sensores para fiscalização eletrônica do uso das fixas preferenciais. José Geraldo Freire reconhece que a via ainda apresenta gargalos, porém, ele afirma que há estudos que buscam melhorar tais pontos críticos. “Precisamos dar mais tempo para quem vira a 85 e vira à esquerda. Vamos fazer alguma alteração física naquele trecho para permitir que se faça duas faixas para quem vai virar à esquerda na Alameda Coronel Bastos.”

Fonte: Jornal Opção