30 de outubro de 2014

Projeto busca fortalecer turismo na Chapada dos Veadeiros


O desenvolvimento do turismo no entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, com o fortalecimento do associativismo no território Kalunga, é objetivo de projeto elaborado por técnicos da Goiás Turismo, com investimentos de R$ 612 mil, sendo R$ 600 mil de recursos federais e R$ 12 mil como contrapartida do governo estadual. O projeto foi um dos sete selecionados pelo Ministério do Turismo, por meio de chamada pública, dentre 24 inscritos.

Os municípios a serem beneficiados no projeto são Cavalcante, Monte Alegre de Goiás e Teresina de Goiás, que possuem comunidades remanescentes de quilombos, os Kalunga. A proposta é de qualificar as associações locais para que trabalhem sua gestão com mais profissionalismo e organização, e o turismo da mesma forma – cerca de 250 pessoas serão beneficiadas diretamente. Segundo o presidente da Goiás Turismo, Leandro Garcia, o projeto vai transformar o ecoturismo na região, visando o mercado nacional e internacional. “Vamos criar onze produtos turísticos, ou roteiros turísticos, integrando cinco comunidades quilombolas. Os visitantes terão roteiros de um a quatro dias de duração, passando por cachoeiras, cânions e pelas comunidades quilombolas. É muito importante valorizar os aspectos culturais, integrando os municípios”, afirma.

De acordo com o gerente de Projetos e Produtos da Goiás Turismo, João Lino, o trabalho terá a duração de 18 meses, e passará pela qualificação do artesanato, da gastronomia, da agricultura familiar e dos prestadores de serviços turísticos. A primeira etapa é a qualificação das associações locais. Depois será traçado um diagnóstico e posterior levantamento das atividades realizadas na região, dos roteiros e das famílias que são potenciais empreendedoras. “A partir desse momento vamos desenvolver os produtos e oferecer consultoria a todos os envolvidos”, explica.

Quando os roteiros estiverem definidos serão colocados no mercado. O projeto apresentado prevê a criação de site, mapas dos roteiros, aplicativos e material impresso de divulgação, além de criar um manual de turismo em quilombos, que poderá servir de modelo para outras comunidades. “Queremos estender a permanência do turista, aumentar a taxa de retorno e ampliar os destinos visitados”, afirma João Lino. Um diferencial muito relevante do projeto é que em todas as suas etapas obrigatoriamente membros da comunidade Kalunga serão contratados. “Isso é importante por ser uma fonte de renda para os envolvidos mas, principalmente, para que eles adquiram conhecimento técnico para dar continuidade ao trabalho com eficiência”, ressalta o técnico.

Propostas
Para participar da chamada pública as propostas teriam que beneficiar pequenos agricultores, artesãos, silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores que exerçam a atividade pesqueira artesanalmente, indígenas, integrantes de comunidades remanescentes de quilombos e demais povos e comunidades tradicionais, empreendedores individuais, micro e pequenos empreendedores, entre outros.

Para se habilitar, as propostas deveriam atender a critérios como contemplar um município ou região turística integrante do Mapa do Turismo Brasileiro 2013, ter capacidade técnica e operacional para executar o objeto proposto e contribuir para o desenvolvimento sustentável das regiões turísticas que abrangem os doze parques priorizados pelo MTur – atualmente os Parques Nacionais brasileiros recebem 12 milhões de pessoas por ano e faturam cerca de R$ 1,5 bilhão.

Fonte: Goiás Agora


Começam estudos para implantação do Eixo Tecnológico Goiânia-Anápolis


O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Gestão e Planejamento, inicia o processo de implantação do Eixo Tecnológico Goiânia-Anápolis, um complexo a ser composto por empresas de alta tecnologia. O contrato com a empresa vencedora da licitação do estudo conceitual, a Módulo BR Arquitetura, Design e Construção, foi assinado na tarde desta quarta-feira, dia 29, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira.

“Este projeto inovador integra o Plano de Governo Marconi Perillo e transformará de forma pioneira a região entre a capital e Anápolis. É uma proposta arrojada, que vai instaurar um novo modelo de desenvolvimento, mas priorizando a geração de emprego com baixo impacto ambiental, muita tecnologia e qualidade de vida”, afirmou o secretário de Gestão e Planejamento, Leonardo Vilela. Ele acrescentou que o projeto será construído com a participação efetiva dos municípios. respeitando as potencialidades locais e ouvindo a população, porque o objetivo maior é a preservação do patrimônio ambiental da região.

O estudo contemplará um amplo levantamento de dados e informações sobre a área do Eixo, que abrange, além de Goiânia e Anápolis, os municípios de Terezópolis de Goiás, Goianápolis, Nerópolis, Campo Limpo e Ouro Verde. Serão estudadas questões ligadas ao uso e ocupação do solo e diagnóstico socioeconômico e ambiental da região, bem como os aspectos jurídicos e institucionais para a implementação do projeto. Também serão abordadas formas de atrair o interesse de investidores e avaliadas as áreas potenciais para a implantação de condomínios residenciais, que servirão aos trabalhadores dos complexos produtivos.

Segundo o superintendente da Central de Planejamento da Segplan, Bruno Fleury, o projeto vai organizar as capacidades potenciais de cada município, que hoje se encontram isoladas. “Temos concentrado na região o maior Produto Interno Bruto (PIB) do Centro-Oeste. O que propomos com este projeto é aproveitar esse poderio econômico de forma sustentável, gerando novas oportunidades para Goiás de forma inovadora”, diz Fleury, destacando as vantagens socioeconômicas e geográficas para abrigar o Eixo Tecnológico.

Relatórios

A Módulo BR deverá entregar à Segplan os relatórios do estudo em 120 dias, quando terá início a etapa de detalhamento do projeto de implantação do Eixo Tecnológico. O custo do estudo é R$ 149,9 mil. A área de Tecnologia de Informação é uma das prioridades elencadas pelo Governo do Estado visando transformar a região entre Goiânia e Anápolis em um eixo tecnológico de ponta, para atrair indústrias limpas, gerar empregos e transformar a economia goiana, tornando-a estratégica e de referência no País.

Antonio Augusto Rebelo, arquiteto e urbanista diretor da Módulo BR, diz que o estudo se vale de experiências internacionais, que têm como base uma proposta que conjuga produção tecnológica, limpa e sustentável. “Essa região contempla todos os requisitos desse novo modelo de desenvolvimento por ter distância próxima entre as cidades, proximidade com a capital federal, localização geográfica privilegiada do ponto de vista logístico e ambiental. Possui ainda centros produtivos importantes em agronegócio, farmacologia e aeronáutico, além de ser servido de boa base universitária”, descreve Rebelo.

Fonte: Goiás Agora


Colégios Militares oferecem mais de 4 mil vagas


Começou nesta quarta-feira, dia 29, o período de inscrição para as 18 unidades dos Colégios Militares, distribuídos em 14 cidades goianas. São oferecidas 4.082 vagas que podem ser pleiteadas até o dia 14 de novembro. Do total de vagas, 50% são destinadas a dependentes de militares e 50% ao público civil. A escolha dos alunos ocorrerá mediante sorteiro previsto para o dia 17 de novembro, às 9 horas, em cada uma das 18 unidades, na presença dos pais, representantes do Ministério Público, do Conselho Tutelar e do Juizado da Infância e da Juventude, e posterior avaliação de conhecimento.

As inscrições podem ser feitas das 8 horas às 17h30, mediante a apresentação de cópia da certidão de nascimento ou carteira de identidade do aluno, cópia da identificação do responsável e da declaração escolar de que está cursando a série anterior à vaga pretendida.

Dentre as 18 unidades com ofertas de vagas, 12 delas começaram a funcionar este ano e estão localizadas nas cidades de Anápolis, Inhumas, Goiás, Jataí, Porangatu, Quirinópolis, Palmeiras de Goiás, Jussara, Goianésia, Valparaíso, Rio Verde e Novo Gama.

Para consultar o edital na íntegra, clique aqui.

Fonte: Goiás Agora



SMS e MS descartam epidemia de malária em Goiânia


Dos seis casos confirmados, quatro pacientes já receberam alta e passam bem

Em reunião realizada na tarde desta quarta-feira (29), entre diretores de vários departamentos da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) e técnicos do Ministério da Saúde (MS), a possibilidade de uma epidemia de Malária na capital goiana foi descartada.

Durante a assembléia, que contou também com a presença de integrantes da Vigilância em Saúde, de Atenção em Saúde e de Regulação, Avaliação e Controle da SMS, foram discutidos, ainda, os casos de malária encontrados na cidade durante a última semana. Além disso, foram compartilhadas medidas adotadas e definidas outros encaminhamentos.

De acordo com a SMS, estão sendo realizadas ações de monitoramento do mosquito transmissor da doença no local de provável infecção, Parque Flamboyant. Áreas próximas também estão sendo investigadas e agentes de saúde fazem buscas de pacientes que residem próximo aos locais, divulgando informações sobre a doença nos condomínios horizontais, imóveis, e construções.

Ainda conforme o órgão, todas as medidas de eliminação do mosquito foram tomadas e não houve registro de novos casos. Uma suspeita, levantada nesta quarta, foi descartada logo em seguida.

Casos

Segundo a SMS Goiânia, a primeira notificação aconteceu no dia 20 de outubro. Desde então o surto da doença está sendo investigado.  Até o momento, foram notificados 10 casos da doença, sendo seis confirmados.

O provável local de infecção em Goiânia é no Parque Flamboyant. Um caso foi importado, outros dois descartados e outro caso de bebê residente em Aparecida de Goiânia segue em investigação para determinar local provável de infecção.

Os profissionais de saúde devem passar por capacitação específica para a doença. Dois pacientes seguem internados e os outros quatro que tiveram confirmação da doença já receberam alta e passam bem.

Fonte: Jornal O Hoje (Tatiane Fernandes)
Foto: Autor não identificado (Google Imagens)


Multas para infrações de trânsito sofrem aumento de até 900%


Novos valores começam a valer a partir de 1º de novembro

Os motoristas que se arriscam em manobras perigosas nas ruas e estradas brasileiras terão que lidar com um aumento “salgado” nas multas para estas infrações. A partir de 1º de novembro os condutores infratores terão que arcar com valores até 900% mais altos do que os cobrados atualmente.

A lei federal nº 12.921 que prevê o aumento nos valores de multas tem o intuito de reduzir os números de acidentes nas estradas e vias brasileiras provocados por direção irresponsável. As infrações que sofrerão o aumento são: Ultrapassagem em lugar proibido, ultrapassagem pelo acostamento, forçar ultrapassagem perigosa e disputar corrida (racha).

Todas as infrações renderão aos motoristas, além de uma multa alta, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A pena para os condutores que ocasionarem acidentes por embriaguez ou uso de drogas também foi elevada. A punição será de 2 a 4 anos de detenção.

A nova lei também altera a punição para condutores que forem pegos participando de rachas. A multa que antes era de R$ 574,62 vai sofrer um aumento de 233% e passará a custar R$ 1.915,40. Além disso, a simples participação na corrida renderá uma detenção de no mínimo 6 meses e pode chegar a 10 anos caso aconteça algum acidente com vítima fatal.

Confira abaixo a tabela com os novos valores:





28 de outubro de 2014

Segurança: Câmeras monitoram quatro rodovias goianas


A Agência Goiana de Transporte e Obras implanta sistemas de monitoramento de imagens em quatro rodovias goianas, nos perímetros urbanos de saídas de Goiânia. Com isso é possível registrar tráfego e movimento de pedestres nas GO-020, trecho Goiânia-Bela Vista de Goiás, GO-040, trecho Goiânia-Madre Germana, GO-060, trecho Goiânia-Trindade, e brevemente na GO-403, trecho Goiânia-Senador Canedo.

As imagens são utilizadas pela Agetop e pelo Comando de Policiamento Rodoviário para identificar congestionamentos, acidentes, infrações de trânsito, atos de vandalismo, roubos e assaltos.

Tempo real
As imagens, captadas em tempo real e com visão de 360 graus, que registram ainda as passarelas e serviços executados pela Agetop na pista, laterais e ciclovias, são acompanhadas por policiais nas centrais instaladas nos postos do Policiamento Rodoviário. A instalação de câmeras tem minimizado o número de ocorrências policiais nas rodovias. Conforme constatado na GO-060, o número de roubos, furtos e até acidentes foi reduzido em cerca de 40%.

Preocupada com a qualidade e a continuidade do registro das imagens, a Agetop instalou câmeras digitais modernas, com Tecnologia IP (rede de dados), e painel solar, que em casos de falta de energia atua proporcionando uma fonte alternativa, para permitir o seu funcionamento. A intenção da Agetop com a instalação do monitoramento nas rodovias é garantir melhores condições de segurança aos usuários nas saídas da capital.

Fonte: Goias Agora


Iluminação chega a 146 quilômetros de rodovias goianas


A Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) implantou iluminação pública em 146 quilômetros de rodovias em Goiás. Até o final de 2014 serão 209 quilômetros, extensão que coloca Goiás como o Estado que possui o maior número de rodovias iluminadas do País. Até o momento, postes e luminárias foram colocados em nove trechos, sendo seis em rodovias estaduais e três em rodovias federais.

Além desses nove trechos, outros três recebem a iluminação, com 63 quilômetros: GO–403, Goiânia-Senador Canedo; GO-521, Entroncamento BR-040-Pedregal; e GO-020, do Autódromo de Goiânia até Bela Vista de Goiás. Além de realizar a implantação, a Agetop também se encarrega da manutenção das iluminações das rodovias estaduais, com uma média de investimento mensal de R$ 204 mil. A manutenção das rodovias federais está sendo repassada ao governo federal.

Rodovias estaduais iluminadas:
- GO-020, trecho Goiânia-Autódromo
- GO-040, trecho Goiânia-Madre Germana
- GO-060, trecho Goiânia-Trindade
- GO-070, trecho Goiânia-Inhumas
- GO-080, trecho Goiânia-Nerópolis
- GO-520, trecho Novo Gama-Divisa GO-DF

Rodovias federais iluminadas:
- BR-153, trecho Goiânia-Aparecida de Goiânia
- BR-070, trecho perímetro urbano de Águas Lindas
- BR-060, trecho perímetro urbano de Terezópolis

Rodovias com iluminação em execução:
- GO-020, trecho Autódromo de Goiânia-Bela Vista de Goiás
- GO-403, trecho Goiânia-Senador Canedo
- GO-521, trecho Entroncamento BR-040-Pedregal

Fonte: Agetop

Iluminação da BR-070 concluída


Já está em pleno funcionamento a iluminação da BR-070, no perímetro urbano de Águas Lindas implantada pela Agetop. O trecho de 15 quilômetros de extensão, localizado na Região do Entorno de Brasília, recebeu ao custo de R$ 5.5 milhões, 818 postes e 1.482 luminárias de alto rendimento e durabilidade, seguindo o mesmo padrão de iluminação já implantado nas rodovias de saída de Goiânia.

Até o momento 146 quilômetros de rodovias em todo o Estado foram iluminadas pela Agetop. Tamanho projeto, deve-se à preocupação do Governo de Goiás em garantir segurança aos motoristas que trafegam pelas rodovias no período noturno.


Fonte: Agetop


PSB pode lançar Vanderlan à Prefeitura de Goiânia


Com a vitória do governador Marconi Perillo (PSDB) no segundo turno, o primeiro turno das eleições trouxe, além de Iris Rezende (PMDB), dois outros candidatos à cena política, Vanderlan Cardoso (foto) e Antônio Gomide (PT). Ambos os políticos contabilizaram 14% e 10% nas urnas, respectivamente, e vieram representando uma oposição que não se uniu em prol de um único projeto político. A opção por candida-turas independentes resultou em campanhas com coligações pequenas e também chapa pura, como no caso do PT.

Vanderlan Cardoso (PSB) veio de uma gestão de sucesso à frente da prefeitura de Senador Canedo, porém acumulou duas derrotas ao governo do Estado de Goiás. Sem um caminho político ainda definido, Vanderlan Cardoso deve estudar a estrutura do partido e o fortalecimento das eleições de 2014 para que possa traçar um futuro político. As especulações políticas já o colocam como possível candidato a Prefeitura de Goiânia, em 2016.

Após o primeiro turno, Vanderlan permaneceu focado nos assunto empresariais, também visitando suas empresas em outros Estados. No momento, Vanderlan evita se posicionar sobre o futuro político, mas seu nome é relacionado ao próximo pleito eleitoral, já que teve a oportunidade, durante duas disputas, de se apresentar como político no cenário goianiense. Sem Paulo Garcia (PT) que já exerce a reeleição novos nomes surgem para a vaga, incluindo o do empresário.

Com o terceiro lugar em Goiás e em Goiânia, com 24,3% dos votos válidos, Vanderlan Cardoso não descarta a possibilidade de disputar a Prefeitura de Goiânia, em 2016. Em fala breve com a reportagem do Diário da Manhã o empresário disse que a prioridade é estruturar o partido no maior número de municípios com foco em 2016 para que a sigla possa lançar candidatos a prefeitos e vereadores. Quando a própria candidatura Vanderlan também foca no projeto, porém disse que reuniões serão feitas para trabalharem para as eleições municipais.

Fonte: DM


Parque Flamboyant: Malária causa temor na Capital


Surto da doença deixa moradores preocupados e com medo de frequentar parque

Considerada uma doença tipicamente da região Amazônica brasileira, casos de malária na Capital causaram assombro na população goianiense. Até o momento foram confirmadas pela Secretaria Municipal de Saúde seis pessoas infectadas. Todos os registros ocorreram na Região Sudeste da cidade. Com medo de ficarem doentes, moradores e frequentadores do Parque Municipal Flamboyant Lourival Louza, cercania onde os casos têm aparecido, têm saído menos à rua.

Afonso Pedrosa, 51 anos, mora em um prédio em frente ao Parque Flamboyant e tem o costume de caminhar pelas alamedas do lugar, mas que agora está evitando. Situação atípica para ele, desde que o local foi marcado como local provável para as contaminações. Afonso explicou à reportagem do Diário da Manhã que já não tem aproveitado o espaço para fazer suas caminhadas no início da manhã e fim da tarde, e que seus filhos também têm evitado frequentar o parque, ficando em casa por medo da doença.

Questionado sobre o que conhecia a respeito da malária, ele esclareceu que pouco sabia e que nunca tinha ouvido falar sobre a ocorrência da doença em Goiânia. Afonso ainda informou que tem ficado muito preocupado e que uma pessoa em seu prédio foi contaminada e ainda estava no hospital. Devido ao ocorrido, de acordo com ele, os síndicos dos prédios têm espalhado cartazes com informações para que as pessoas evitem ir ao parque.

Atendente do quiosque do parque, Tatiane Jesus Sousa, 27 anos, disse que a movimentação no local caiu bruscamente e com isso as vendas também. “Nesse horário [por volta de 16h], o parque estaria movimentado”, conta. No entanto, no momento em que a reportagem estava no local, não havia mais que uma dezena de pessoas no lugar.

Tatiane disse que está com medo de ficar doente, ainda mais porque tem que trabalhar todos os dias, mas não sabe muito sobre a malária. Ontem ela levou a filha de seis anos para o trabalho, pontuou que ficou muito receosa, mas não teve alternativa.

O casal de namorados Stefany Monic da Silva, 19 anos, e Alexandre Wallace Oliveira de Paula, 25 anos, moradores de Aparecida de Goiânia, passeava tranquilamente pelos caminhos do Flamboyant. Eles tinham ido passear pelo local e não se mostraram preocupados ou tinham muito conhecimento sobre a doença. “Nem sabíamos, mas minha mãe ligou avisando quando já estávamos no carro”, explica ela.

Parque

O Parque Municipal Flamboyant Lourival Louza fica entre as ruas 15, 12, 46, 55, 56 e a Avenida H, no Jardim Goiás, na Região Sudeste da Capital. Foi inaugurado em setembro de 2007, possui dois lagos, parque infantil, ciclovia, pista de cooper e estação de ginástica. Ocupa uma área de 125.572,71 metros quadrados com remanescentes de veredas, com buritis e outras árvores nativas do Cerrado.

Controle

Flúvia Amorim, diretora de Vigilância em Saúde, informou que desde que o surto foi detectado todas as medidas cabíveis, preconizadas pelo Ministério da Saúde, estão sendo tomadas para controlar a doença. “Desde terça-feira passada, 2.800 domicílios já foram visitados e sexta-feira o primeiro ciclo de borrifação foi concluído”, conta.

A borrifação do fumacê é feita com intuito de reduzir a fauna de mosquitos transmissores e, de acordo com Flúvia, já mostrou resultados. Na análise realizada após a aplicação, o número dos mosquitos pegos nas armadilhas colocadas pelo pessoal especializado tem diminuído.

A diretora também esclarece que a malária não tem chance de se tornar endêmica na cidade, como acontece na região Amazônica. E que a principal hipótese para o surto é que uma pessoa com malária tenha passado pelo parque, sendo picada pelo mosquito transmissor, que faz parte da fauna local e que posteriormente passou a doença adiante.

Entretanto, Flúvia esclarece que as pessoas já podem voltar a frequentar o parque. “Em relação à região é interessante não frequentar nos dias de borrifação e evitar a área de mata fechada”, diz. Para ela, a área de convivência onde há o gramado não demonstra perigo aos frequentadores, mas a mata fechada com mais exemplares do mosquito ainda não é aconselhável. A data prevista para o segundo ciclo de borrifação é a próxima sexta-feira (31).

Malária

Mas o que é e o que causa essa doença? O infectologista Boaventura Braz de Queiróz, 54 anos, explica que a malária é uma doença normalmente transmitida pelo mosquito Anopheles, popularmente conhecido como mosquito prego. “É na picada do mosquito que os parasitas são inoculados”, conta.

Entre a picada do mosquito e a apresentação dos sintomas o médico esclarece que pode haver um intervalo entre sete e 180 dias, mas a média geral entre os infectados manifesta os sinais de duas semanas a 60 dias. Os principais sintomas são febre com calafrios intensos (sintoma típico da doença), mal-estar geral, dor de cabeça e no corpo e falta de apetite.

Ainda não existe vacina contra a malária, mas há medicamentos (via oral ou injetável) para o tratamento da doença. Há várias espécies de parasitas responsáveis pela malária, alguns são de cura mais fáceis que outros. O diagnóstico pode ser realizado por exame de sangue e normalmente é rápido. Para o médico, em Goiânia pode ter havido dificuldades no diagnóstico por essa não ser uma doença comum, e durante as análises essa possibilidade não foi cogitada como prioritária.

Fonte: DM